sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Nobreza e pureza, não nasce na Terra, cai dos céus.

O ouro integra uma classe de metais, cujas caraterísticas fazem com que seja denominado de metal precioso, nobre e puro. Mas não se devem apenas a esses atributos que este metal atinge um elevado preço de mercado, no seu custo estão implícitos outros fatores, como o evento que forja seus átomos, a raridade de o encontrar e a dificuldade de o extrair.

Elementos raros trazidos por eventos raros:

O surgimento de ouro no nosso planeta e não só,(1) noutros planetas também existirá e até em maior abundância assim como outros metais, é o resultado de uma série de eventos já de si raros, que ainda mais raros se tornaram a partir do amadurecimento do nosso sistema solar, quando os planetas e suas luas adquiriram a sua forma, caraterísticas e propriedades finais.

O Grande Bombardeamento:

Quando o nosso sistema solar já estava delineado, mas os planetas ainda se encontravam no seu estágio final de formação, estes eram bombardeados constantemente por asteroides de diversos tamanhos oriundos do espaço exterior. Prova disso são as inúmeras carateres observáveis na lua e em todos os (2)planetas rochosos, que não tem atmosfera e cuja atividade vulcânica é pouca ou nula. Essa era foi chamada de Intenso bombardeio tardio, o nosso planeta não foi exceção à regra, também foi atingido em força.

Chuva de ouro:

Os asteroides que embateram na Terra durante a era do Intenso bombardeio tardio, não traziam apenas poeira, com eles vieram diversas matérias, algumas delas por serem leves, ficaram depositados na superfície ou logo abaixo desta. Mas elementos pesados como o ouro, platina , ferro e chumbo, penetraram e afundaram-se na crosta terrestre devido a esta ser jovem, fina, e bastante frágil. Grandes extensões da crosta terrestre eram totalmente liquidas, cheias não de água, mas de magma, resultante da atividade geológica da formação do planeta, e do calor gerado pelas colisões constantes dos asteroides de encontro à superfície do planeta.

Um escudo anti-asteroide:

Quando o nosso sistema solar amadureceu e os planetas adquiriram as suas caraterísticas finais, assim como a estabilidade das suas orbitas, os planetas interiores ficaram muito mais protegidos relativamente a colisões de objetes oriundos do espaço exterior, graças a um escudo natural anti-asteroide, o gigante Júpiter. Este, devido ao seu tamanho descomunal, produz um campo gravitacional enorme de tal forma, que a maioria dos objetos que penetram no nosso sistema solar são atraídos pela sua enorme força de gravidade, sendo assim desviados da sua rota de colisão com outros planetas do sistema solar. Este fator entre outros, foi determinante para o surgimento e desenvolvimento de vida inteligente no nosso planeta, pois se assim não fosse, os sucessivos embates de asteroides causariam grandes cataclismos periodicamente que impediriam a evolução biológica inteligente.
  • (1) Uma dos objetivos do programa espacial atual dos EUA, para aterrarem naves em cometas (missão Roseta) e planetas como Marte, não é fundamentada apenas no desenvolvimento da exploração espacial mas também a de possível prospeção e extração de recursos que, no nosso planeta, ou estão em fase de esgotamento, ou encontram-se agora em demasiada profundidade, tornado a sua prospeção economicamente e tecnicamente inviável. 
  • (2) Se um planeta possuir atmosfera, possui também um clima com ventos e chuvas, esses fenómenos causam erosão no terreno e apagam os vestígios dos embates de asteroides, assim como a atividade vulcânica e sísmica também o fazem. Em alguns planetas como Vénus, devido ás suas caraterísticas e atmosfera, as chuvas não são de água mas sim de ácido sulfúrico, ou de metano como no caso de Júpiter.




Crateras na Lua causadas pelo embate de asteroides

Referencias:

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