sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Um pedaço de uma estrela no meu dedo

Quando olho para um metal puro como o ouro, seja esculpido na forma que fôr, o meu pensamento não é material mas totalmente espiritual.

A soberba de alguns:

Quem usa ouro, quer enfiado num dedo, pendurado nas orelhas ou em redor do pescoço, na sua grande maioria, usa-o porque simplesmente gosta de se adornar com esse tipo de metal, usa-o com o intuito de mostrar que é uma pessoa detentora de poder de compra, ou na sua futilidade mesquinha, quiçá até privando-se de outras coisas uteis e prementes, usa-o para saborear o insignificante luxo de se pavonear perante os outros qual montra dourada ambulante, dando alarde à soberba estúpida, que possui algo valioso.

A realidade de outros:

Mas uma coisa poucos pensam ou mesmo sabem, quando usamos ouro, trazemos um pedaço de uma estrela connosco, que no seu ultimo pulsar, terminou numa explosão tão magnifica e majestosa como toda a sua existência, causando um dos maiores e mais poderosos fenómenos da natureza, uma Super Nova.

A formação de uma super nova:

Quando uma estrela massiva, centenas e até milhares de vezes mais pesada que o nosso Sol, consome todo o seu combustível nuclear, colapsa em relação à própria gravidade, comprimindo-se num espaço minúsculo onde concentra toda a sua massa que antes ocupava um espaço gigantesco. Toda a matéria quando não se consegue mais comprimir, ressalta para o espaço numa épica explosão. A estrela a partir do seu ponto da ignição, dura milhares de milhões de anos mas, todo o processo desde o colapso até ao ressalto da matéria é  instantâneo. A quantidade de energia libertada é de tal ordem, que o brilho da explosão durante meses, ofusca por completo o total brilho da própria galáxia a que pertence.

A origem do ouro:

Além da imensa energia libertada sobe a forma de raios X, Gama e outros, liberta também todos os elementos que faziam parte da própria estrela, e outros novos que se formaram durante o processo do colapso da estrela e consequente explosão. Entre esses elementos estão presentes cálcio, fosforo, magnésio, oxigénio, carbono, sílica, etc. dos quais todos os organismos vivos são compostos, assim como os próprios planetas, também são libertados outros elementos pesados que é o caso da platina e do ouro.

A viagem cósmica do Ouro:

Os átomos das matérias resultantes da massiva explosão aglomeram-se na forma de gás e poeiras formando nuvens com dezenas e até milhares de anos luz de extensão, cujos átomos, acabam por se unir em aglomerados de partículas. Esses aglomerados ao longo de milénios, começam a atrair entre si cada vez mais partículas e  a ficar cada vez maiores formando entre outros corpos celestes, os asteroides.

 


À boleia de um vagabundo cósmico:

Os asteroides são autênticos vagabundos espaciais, estes como tem uma gravidade muito fraca, vagueiam pelo espaço indeterminadamente, até que outro corpo celeste maior com um campo de gravidade acentuado como por exemplo um planeta , os atraia e os faça despenhar na sua superfície, depositando assim nela as substancias de que são compostos. 

Nebulosa do Caranguejo, o remanescente da explosão de uma Super Nova. É na matéria expelida em eventos desta natureza, que se encontram os átomos que compõem as moléculas das matérias essenciais à vida, e onde, também são forjados os minerais que compõem a geologia do nosso planeta.

Referências:

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